segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A guerra contra a obesidade

Todos sabem que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares e diabetes, mas poucos têm noção de que ela também pode ser responsável pelo desenvolvimento de diversos tumores. É sempre bom lembrar que os males do excesso de peso vão muito além de questões estéticas.

Estimativas da União Internacional de Combate ao Câncer (UICC) colocam a obesidade no segundo lugar da lista de causas evitáveis da doença, logo atrás do tabagismo. Segundo a entidade, cerca de 30% dos casos de câncer nos países ocidentais são provocados pela combinação entre alimentação inadequada e sedentarismo, cuja consequência fatal são os quilos indesejados.

Não que a relação entre o acúmulo de gordura corporal e o desenvolvimento do câncer seja uma novidade para médicos. É que a epidemia de obesidade que se alastra pelo mundo vem agravando o problema e pedindo uma maior conscientização da população, particularmente das mulheres, já que muitos estudos indicam que a obesidade aumenta o risco de câncer de mama e de endométrio (a parede interna do útero).

“Enquanto na década de 1970 cerca 6% das brasileiras eram obesas, nos anos 1990 esse número dobrou”, explica a mastologista Fabiana Baroni Makdissi, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. Segundo ela, manter-se com um peso saudável, o que exige alimentação equilibrada e exercício físico, é um aspecto-chave da prevenção. “É preciso se cuidar. É uma questão de qualidade de vida”, diz a médica.

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